O Evento

O evento consisto na integração de tecnologia, cultura e artes para promoção de um modelo de educação e geração de habilidades sociais, desenvolvendo assim uma forma harmônica de aprender e a lidar com os resultados da tecnologia. No evento além de uma programação artística cultural e palestras sobre tecnologia, também será realizada a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica - OBR 2016 que este ano será na cidade de Parnaíba – PI.  Esta será a primeira edição do evento e também a primeira vez que a etapa estadual da OBR ocorre fora da capital. O evento é gratuito. Para receber certificado é necessária a inscrição.

Venha prestigia a robótica do estado do Piauí, juntamente com nossa arte e cultura.

 

A OBR

A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é uma das olimpíadas científicas brasileiras apoiadas pelo Governo Federal, que se utiliza da temática da robótica, para estimular os estudantes de Ensino Fundamental, Médio e Técnico as carreiras científico-tecnológicas. É gerida e organizada, voluntariamente, por professores e pesquisadores da área de Robótica de renomadas Universidades Brasileiras que formam, atualmente, o Conselho Superior da OBR.

A OBR possui duas modalidades que procuram adequar-se tanto ao público que nunca viu robótica, quanto ao público de escolas que já tem contato com a robótica educacional. A Modalidade Prática, Etapa Estadual, acontecerá nos dias 26,27 e 28 de agosto e a etapa regional ocorrera em outubro em Recife.

Anualmente a OBR elabora e gere a aplicação de provas teóricas e práticas em todo o Brasil utilizando essa temática. A OBR destina-se a todos os alunos de qualquer escola pública ou privada do Ensino Fundamental, Médio ou Técnico em todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem uns lucrativos.

 

Programação

 

 Contatos

Gildário Dias Lima

Coordenador Geral - 086 9 9922 0150 - gildario@ufpi.edu.br

Marina Souza Medeiros

Coordenadora de Arte - 086 9 9900-7008 - marinamedeiros.art@gmail.com

Joanson Milton Azevedo Sousa

Coordenador de Logística - 086 9 9442-4883 - joansonsousa@hotmail.com

18
Agosto

A ROBÓTICA EDUCACIONAL NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS

Escrito por 
Publicado em OBR

Com todas as alterações que vem transformando o cenário educacional brasileiro, nascem algumas propostas na atualização de recursos metodológicos a serem empregados no âmbito escolar, como forma de auxiliar na construção de conhecimento e é nesse contexto que surge a Robótica Educacional...

Prática estudada desde a década de 60 por Saymourt Papert que incluiu em seus estudos a robótica na educação por ver o uso do computador como mecanismo favorável a muitas possibilidades e entender que o fato desta ser atrativa para as crianças, facilitaria no processo de aprendizagem.

O uso da Robótica Educacional se expande na atualidade com o intuito de acrescentar ao repertório infantil, habilidades significativas que propiciem um melhor desenvolvimento dos que fazem seu uso, nas suas inter-relações com o seu meio e visando melhoras no seu desempenho e competência social, uma vez que se tem o robô como uma ferramenta de trabalho que viabiliza a criação de novas formas de interação com o mundo.

Reaparecendo como reflexo de uma exigência desta nova era, faz-se necessário a criação de espaços onde os alunos possam vivenciar experiências práticas dentro de um contexto e que visem formação de habilidades, a robótica vem apresentar como uma de suas metas principais a proposta de um ambiente de aprendizagem em que o aluno adquire conhecimentos através da prática, da experiência e de desafios.

Compreende-se que através dessa prática, o indivíduo inserido em seu contexto escolar passa a ter um maior contato com outros indivíduos para realização de tarefas práticas, como: a elaboração de brinquedos com eletrônica de controle e fazer o uso de sucatas, madeiras e peças desenvolvidas em acrílico para a criação de protótipos robóticos a baixo custo. Tarefas em que o aluno precisa desenvolver sua criatividade e capacidade na resolução de problemas, para fazer o uso adequado dos materiais para a elaboração dos seus próprios projetos. E é a partir desse momento, de construção de aprendizagem, em que o indivíduo passa a interagir com o seu meio, aparecem algumas questões que demandam a emissão de comportamentos, e de acordo com Del Prette e Del Prette (2013) para lidar com os desafios e as demandas atuais, os jovens precisam desenvolver um repertório cada vez mais elaborado de Habilidades Sociais, os quais são indispensáveis na constituição do seu desenvolvimento e que irão auxiliar na construção do que lhes interessa, pois percebe-se no cenário atual a necessidade de cultivar indivíduos que estejam aptos para enfrentar a crescente exclusão e seleção que são atributos da atual sociedade.

Não há dúvidas de que um bom repertório de habilidades sociais presente em um indivíduo é importante para garantir uma maior aceitação deste, pela sociedade da qual faz parte e que, as habilidades sociais, são componentes indispensáveis para fornecer qualidade de vida, uma vez que através delas o sujeito pode desenvolver relações interpessoais mais gratificantes, obter maior realização pessoal e sucesso profissional, além de desenvolver uma melhor saúde física e mental.

Compreende-se por Habilidades Sociais o conjunto de comportamentos aprendidos que podem ser verbais e não verbais, que demandam iniciativas e respostas. Seu desenvolvimento segundo Ferreira et al. (2016) reflete toda uma história de aprendizado de comportamentos valorizados socialmente e que são mantidos no repertório comportamental pelas consequências produzidas no contexto atual.

As competências desenvolvidas pela Robótica Educacional, são competências que corroboram com as aptidões que conceitualmente são conglomeradas com as Habilidades Sociais, que segundo Gresham (2013) facilitam a iniciação e manutenção de relacionamentos sociais positivos, contribuem para a aceitação por colegas e também resultam em ajustamento escolar satisfatório. Nessa acepção, as Habilidades Sociais podem ser vistas como comportamentos adquiridos e socialmente aceitáveis que permitem ao indivíduo uma interação de forma eficaz com outros além de permitir a capacidade de se esquivar, quando preciso, de comportamentos não aceitáveis que resultem em interações sociais negativas.

Segundo Del Prette & Del Prette (2013) o repertório de habilidades sociais a ser desenvolvido pela criança é bastante variado e inclui muitas classes e subclasses de habilidades. Propõe-se um sistema de sete classes de habilidades sociais, entendidas como prioritárias no desenvolvimento interpessoal da criança, onde as classes e subclasses são, respectivamente: autocontrole e expressividade emocional (reconhecer e nomear as emoções próprias e dos outros, controlar a ansiedade, lidar com os próprios sentimentos, tolerar frustrações entre outras subclasses); civilidade (cumprimentar pessoas, aguardar a vez para falar, seguir regras ou instruções, fazer perguntas, responder perguntas entre outras subclasses); empatia (observar, prestar atenção, ouvir e demonstrar interesse pelo outro, compreender a situação, demonstrar respeito às diferenças, oferecer ajuda, compartilhar, entre outras subclasses); assertividade (expressar sentimentos negativos, falar sobre as próprias qualidades ou defeitos, concordar ou discordar de opiniões,

negociar interesses conflitantes, defender os próprios direitos entre outras subclasses); fazer amizades ( fazer perguntas pessoais, sugerir atividade, apresentar-se, elogiar, aceitar elogios entre outras subclasses); solução de problemas interpessoais (acalmar-se diante de uma situação- problema, pensar antes de tomar decisões, identificar e avaliar possíveis alternativas de solução, avaliar o processo de tomada de decisão entre outras subclasses) e habilidades sociais acadêmicas (seguir regras ou instruções orais, imitar comportamentos socialmente competentes, reconhecer a qualidade de desempenho do outro, atender pedidos, cooperar e participar de discussões entre outras subclasses).

Muitas dessas habilidades sociais que compõem o repertório de uma criança fazem parte das as habilidades gerais focadas pela Robótica Educacional pois elas englobam, segundo Lima (2016) a inovação (capacidade de racionar, criar e imaginar); resolução de problemas (formulação de hipóteses e avaliação); a tomada de decisões (investigação e assumir riscos); comunicação de ideias (ler, escrever e falar em público); desenvolver projetos em equipe (capacidade de trabalhar em grupos); demonstração de elevada autoestima (autoimagem positiva); aceitação de desafios (superação) e capacidade de lidar com frustações (comportamentos assertivos e inteligência emocional).

Faz-se necessário a verificação da ferramenta robótica como sendo de fato, um diferencial na aprendizagem dos alunos e não apenas um discurso vazio sobre o uso das novas tecnologias e suas contribuições no desenvolvimento, pois a tecnologia não pode ser apenas mais uma ferramenta para ajudar o aluno a aprender mais rápido e sim surgir como ferramenta ativa como subsídio para o desenvolvimento da autonomia, emancipação e estimulação dos alunos que fazem seu uso, dentre outras habilidades. Espera-se através de estudos alcançar resultados valiosos no que concerne a aquisição de comportamentos habilidosos, oriundos das práticas e contatos estabelecidos dentro das escolas de robótica e que estes resultados possam servir de fundamentação para estudos mais aprofundados, uma vez que a abordagem deste tema ainda permanece tímida e insuficiente, comparado a grande influência atual da tecnologia no dia a dia da sociedade e da necessidade de comportamentos adaptativos e satisfatórios nas situações cotidianas.

Ana Amábile Gabrielle Rodrigues Leite – Psicologia - UFPI


Referências

DEL PRETTE, Z.A.P, DEL PRETTE, A. Psicologia das habilidades sociais na infância: teoria e prática. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2013b.

FERREIRA, M.C. et al. Efeitos e limites de um programa de habilidades sociais educativas para pais de crianças com TDAH. Revista Conexão UEPG, Ponta Grossa, v. 12, n. 1, p. 38-53, jan./abr. 2016. Disponível em: <http://www.revistas2.uepg.br/index.php/conexao/article/viewFile/7926/5172>. Acesso em: 19 jun. 2016.

GRESHAM, F. M. Análise do comportamento aplicada às habilidades sociais. In: DEL PRETTE, A; DEL PRETTE, Z.A.P. (orgs.). Psicologia das habilidades sociais: diversidade teórica e suas implicações. 3. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

LIMA, G. Lanf – Laboratório de Neurofísica. Disponível em: http://lanfpi.com/index.php/projetos/robotica-aplicada>. Acesso em: 12 mai. 2016.

Ler 135 vezes Última modificação em Quinta, 18 Agosto 2016 21:03
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