Programação Cultural

A Olimpíada Brasileira de Robótica – OBR é também uma oportunidade de reunir pessoas, academia, comunidade, escolas, para se discutir o desenvolvimento da cidade sob o viés tecnológico, através do ensino e aprendizado da robótica e seus desdobramentos como estimulo a crianças para desenvolver aptidões em diversas áreas de conhecimento que se convergem de forma interdisciplinar e sensível quando se utiliza as ferramentas desse universo tecnológico. 

Esse meio interdisciplinar surge pela própria natureza comunicativa e de “rede” que a tecnologia trouxe para a sociedade, chegando aos espaços educativos e de mediação como uma necessidade a ser melhor aproveitada como recursos aplicados, meios de comunicação ampliados e processos criativos inovadores. Diante dessas possibilidades levantadas, a equipe responsável pela etapa regional da OBR 2016 aposta que a tecnologia é uma potência de desenvolvimento social e cultural, por isso propõe uma nova roupagem ao evento aliando dois universos, o da Arte e o da Tecnologia, através de intervenções, exposições e apresentações artísticas.

Criar espaços expositivos através da Arte em um meio acadêmico e tecnológico é sensibilizar o expectador/público para um novo olhar sobre esse universo.  O encontro entre Arte e Tecnologia enriquece o olhar de quem vivencia o dia a dia na era “pós contemporânea”, discutindo o homem e suas relações com sua cultura em um momento de aproximação entres realidades indissociáveis homem e máquina.

A Arte contemporânea atua como dispositivo sensível e transformador da sociedade quando o artista provoca o “ outro” a refletir o meio em que vive e suas relações sociais e de produção. Assim, como campo que se apropria da evolução social, econômica, política e cultural de um povo, a Arte potencializa os encontros dialógicos entre o artista e o público, entre a obra e o público, entre o público e o público. 

O artista, como pesquisador de seu meio, acompanha o desenvolvimento da tecnologia e seus impactos sociais, econômicos e culturais. Nesse universo, o que mais tem sido discutido nas produções artísticas é a relação do homem/homem e o homem/máquina, como olhar que observa o risco de um futuro (des) humano e puramente virtual, gerando espaços de aproximação e distanciamento interpessoal, diante das possiblidades de comunicação que se transformam numa velocidade a cada dia mais rápida.

É com essa prerrogativa que levaremos Arte à Olimpíada Brasileira de Robótica,  em que convidamos artistas Piauienses para esse diálogo, pensando uma expografia de Intervenção no espaço da Universidade para ocupar o fluxo dos passantes com a intensão de possibilitar momentos de imersão junto aos objetos de Arte, onde eles serão provocados a experimentar uma catarse que permitirá a reflexão sobre a arte e seu motivo de estar ali, sobre a sensibilização do olhar como corpo ainda potente de comunicação humano no meio tecnológico, condição primeira para todas as discussões geradas a partir desse encontro.

Marina Medeiros

Artistas

Serão realizadas duas exposições individuais com os artistas Mauricio Pokemon e Braga Tepi e uma exposição coletiva com artistas residentes em Parnaíba.  As expografias mergulham na temática do ARTTRON, tocando no que diz respeito as relações da arte e da Tecnologia como conteúdo potente de investigação, produção e conflito. Exposições individuais: Mauricio Pokemon e Braga Tepi; Exposição coletiva: Esther Silva, Marcos Vasconcelos, Artur Rios e Daniel Mendes.

Artur Rios

Nascido em Salvador – BA, atualmente reside em Parnaíba – PI, em 2009, foi selecionado no edital ‘’Ed, o tal’’, para a realização de sua exposição individual ‘’Partículas Subatômicas’’ através do Theatro XVIII, em Salvador (BA). Participou de diversas exposições coletivas, dentre elas duas edições dos Salões de Artes Visuais da Bahia de 2014: Camaçari e Paulo Afonso, tendo sido premiado nesta última, e posteriormente participado da exposição de premiados dos Salões de Artes Visuais da Bahia no MAM, em Salvador (BA). Foi organizador, curador e expositor da coletiva “Almotolia’’, em 2014, no espaço BAHVNA, em Salvador (BA). Em 2015, foi selecionado para participar do Circuito das Artes com duas pinturas.

Maurício Pokemon

Maurício Pokemon, 27 anos, é fotografo e artista visual. Nasceu em Teresina-PI, graduou-se em Jornalismo em 2010 pelo Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT. Sua fotografia já foi vista em várias exposições coletivas e individuais. O artista se utiliza da linguagem fotográfica como princípio básico. O experimento está presente em todos os seus trabalhos, sempre com um resultado imagético bem acabado. Arte urbana, comunidades, fotografia se unem como um fio condutor em sua produção artística. Essa junção vem da sua vivência com a rua, desde o tempo em que começou a andar de skate, gerando um modo particular de pensar a cidade e o movimento. Em 2012 começou a se lançar artisticamente, usando suportes que se relacionam diretamente com a vida urbana e a sociedade contemporânea. Hoje, desenvolve projetos que ressaltam comunidades onde valores e saberes empíricos predominam como uma característica de potência frente a vida nos tempos líquidos. A figura humana é a substância mais rica que ele destaca em sua fotografia.

Braga Tepi

Braga Tepi, Francisco de oliveira Braga, nasceu no dia 22/06/72. Reside em Teresina desde 1978 onde estudou e desenvolveu uma devoção pelo prazer de fazer esculturas a partir de aglomerados industriais. Mecânico por formação, inicia sua carreira artística como cartunista. Depois descobre as técnicas em pinturas e esculturas através do reaproveitando materiais industriais, universo comum ao seu trabalho inicial. Tepi possui um domínio singular do corpo humano, expandindo esse corpo para um universo mecânico e futurista, ele materializa figuras em metal que parecem se mover nesse universo homem/máquina da pós contemporaneidade. Figuras esculpidas com uma matéria prima que se reposiciona de um meio industrial rígido, para um movimento provocador e fluido nas mãos do artista, instigando o olhar de quem observa as imagens e as percebe como construção delicada de um processo de criação e domínio técnico.

Daniel Mendes

Daniel Mendes de Souza , nascido em Parnaíba no Piauí e começou o interesse por pintura aos 17 anos. Começou pintando com o dedo, pinturas abstratas, depois passou a experimentar variados estilos e até hoje continua experimentando e aprimorando as variadas matérias primas e técnicas. Primeira exposição foi realizada em Parnaíba na inauguração da Galeria de arte localizada no Porto das Barcas em 1990. Dai por diante, participou de várias exposições individuais e coletivas, financiadas por Empresas como: Antártica, Folha de São Paulo, SESC e SESI e UFPI. Participou de uma exposição em São Paulo e do concurso: “Antarctica Arte com a Folha”; Teatro 4 de Setembro em Teresina com a Exposição “Artista do Litoral”. Participou também de todas as edições da Mostra Janeiro Arte editada por Zé de Maria também artista plástico, na Galeria de Arte Porto das Barcas, hoje Galeria Mestre Age

Esther Silva

Esther Silva, artista piauiense, nascida no Maranhão, morando em Parnaíba, terra de mar e cajuína que trouxeram suas cores e moldaram a poética que caracteriza seu trabalho. Embora o universo feminino se destaque em suas telas ele vem imbuído de emoções outras que são comuns ao ser humano independente do gênero, falam-se de sonhos, liberdades e prisões, de desejos e tudo o mais que nos faz viver. Artista autodidata desenvolveu sua técnica em cursos livres e como aprendiz em ateliês. A técnica utilizada em seus trabalhos é óleo sobre tela e nanquim.

Marcos Vasconcelos

Marcos Vasconcelos, nasceu e vive na Cidade Parnaíba, Piauí, Nordeste do Brasil, na costa do Atlântico e inclui três grandes parques nacionais: o Delta do Parnaíba, Jericoacoara e Lençóis Maranhenses. Auto didata, com formação em engenharia agrônomo, trabalha com paisagismo, a agricultura biológica e agricultura biodinâmica. O desenho é uma paixão da infância, em 2013/2014, mergulha no universo da pintura, um sonho antigo. Em 2015 começaram os convites para exposições. O lugar onde mora não há nenhuma universidade de artes, mas é dotado de grande beleza natural e um brilho único. O sol equatorial queima a pele e aquece nossa alma.As dunas, o mar, a vegetação, as pessoas. A natureza como um todo é uma fonte inesgotável de inspiração. 

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